Não se engane!
Em outro post, discorri sobre o porquê de se comprar cerveja artesanal. Mas, verdade seja dita, nem todos podem ou querem. Aliás, a cervejinha comum também tem seu lugar!
É importante ressaltar o seguinte: cerveja é a bebida mais democrática do mundo. Não importa a sofisticação do produto, ela sempre será um agregador de pessoas. É a bebida da descontração, da roda de amigos, da versatilidade. Portanto, não sejamos rígidos. A breja de massa tem valor.
Contudo, não nos esqueçamos que ela também é um produto do marketing. As mega corporações que as produzem se esforçam constantemente para vendê-lo, haja vista a qualidade sofrível. E uma das maiores mentiras já criadas pela publicidade cervejeira é a ideia de que "puro malte" é sinônimo de qualidade.
Não!
Tenha em mente: as cervejas vêm sendo produzidas há séculos sem uma receita padrão. Não adentrando nos pormenores históricos, saiba que a rigidez na utilização de outros cereais, que não a cevada maltada, bem como a restrição de adjuntos, é um artifício puramente mercadológico. Não quer dizer absolutamente nada no que tange à qualidade da cerveja.
Os belgas, por exemplo, têm uma indústria cervejeira que remonta à Idade Média e são pioneiros na utilização de todo tipo de adjunto, desde produtos de fazenda locais até especiarias vindas do outro lado do globo.
No terreno mais prosaico das cervejas massificadas, então, o selo "puro malte" não significa muito. O produto é ruim e continuará sendo. O fato de ter ou não outros cereais ou adjuntos pouco muda o sabor.
É só mais uma estratégia de venda. Então, não se engane!

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